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    CFT – Certificado Financeiro do Tesouro

    O que é CFT – Certificado Financeiro do Tesouro? Título do Tesouro Nacional, emitido escrituralmente no Selic, com rentabilidade pós-fixada (exceto CTF-F), indexada a diferentes índices.

    CFT – Certificado Financeiro do Tesouro: Entenda o que é e como funciona

    O Certificado Financeiro do Tesouro (CFT) é um título de dívida pública emitido pelo Tesouro Nacional do Brasil. Ele representa uma promessa de pagamento futuro do governo, utilizada para financiar suas atividades e investimentos. Os CFTs são registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) e, em sua maioria, oferecem rentabilidade pós-fixada atrelada a diferentes índices.

    O que é o Certificado Financeiro do Tesouro (CFT)?

    O CFT é um título de renda fixa emitido pelo Tesouro Nacional. Ao adquirir um CFT, o investidor está, essencialmente, emprestando dinheiro ao governo, que se compromete a devolver o valor acrescido de juros em uma data futura. Esses títulos são uma ferramenta importante para o governo financiar suas despesas e investimentos em áreas como infraestrutura, saúde e educação.

    Diferentemente de outros títulos do Tesouro Direto que são oferecidos diretamente a pessoas físicas, os CFTs são mais comumente utilizados em operações financeiras específicas definidas por lei.

    Como funciona o CFT?

    O funcionamento do CFT é relativamente simples. O Tesouro Nacional emite o título, definindo o índice de referência para a correção (como a taxa Selic ou o IPCA) e o prazo de vencimento. No vencimento, o investidor recebe o valor investido acrescido da correção monetária e dos juros, se aplicável.

    A rentabilidade dos CFTs é, em geral, pós-fixada, o que significa que ela varia de acordo com o desempenho do índice de referência ao longo do tempo. Existe uma exceção, o CFT-F, que possui rentabilidade prefixada.

    Os CFTs são emitidos sob a forma escritural, ou seja, não há emissão física do título. O registro e a custódia são realizados eletronicamente no Selic.

    Séries e Subséries

    Os CFTs podem ser emitidos em diferentes séries (de A a H) e subséries (de 1 a 5). Cada série pode ter um índice de atualização próprio, como o IGP-M, o dólar americano ou a Taxa Referencial (TR). Essa variedade permite ao Tesouro Nacional ajustar os títulos às diferentes necessidades de financiamento e às condições do mercado.

    Aplicações Práticas do CFT

    Embora o CFT não seja um título comumente acessível ao investidor individual através do Tesouro Direto, ele desempenha um papel crucial no mercado financeiro e na gestão da dívida pública.

    • Financiamento do Governo: O principal objetivo do CFT é captar recursos para financiar as atividades do governo federal.
    • Operações Financeiras Específicas: Os CFTs são frequentemente utilizados em operações financeiras específicas definidas por lei, como reestruturações de dívidas de estados e municípios.
    • Política Monetária: O Banco Central pode utilizar os CFTs em suas operações de mercado aberto para regular a liquidez do sistema financeiro e influenciar as taxas de juros.

    Relação com outros conceitos econômicos

    O CFT está intrinsecamente ligado a diversos conceitos econômicos, como:

    • Dívida Pública: O CFT é um componente da dívida pública brasileira, representando uma obrigação financeira do governo.
    • Taxa de Juros: A taxa de juros utilizada para remunerar o CFT afeta o custo da dívida pública e pode influenciar as taxas de juros praticadas no mercado.
    • Inflação: Alguns CFTs são indexados à inflação, protegendo o investidor da perda de poder de compra.
    • Política Fiscal: A emissão de CFTs é uma ferramenta da política fiscal, utilizada pelo governo para financiar seus gastos e investimentos.

    Aspectos Técnicos Avançados

    Para investidores e profissionais do mercado financeiro, é importante compreender alguns aspectos técnicos mais aprofundados sobre o CFT:

    • Curva de Juros: Os CFTs contribuem para a formação da curva de juros, que reflete as expectativas do mercado em relação às taxas de juros futuras.
    • Marcação a Mercado: Embora sejam títulos de renda fixa, os CFTs podem sofrer variações de preço no mercado secundário, influenciadas pelas expectativas de juros e inflação. A marcação a mercado é o processo de atualização diária do valor do título, refletindo as condições de mercado.
    • Risco de Crédito: Embora o risco de crédito dos CFTs seja considerado baixo, uma vez que são garantidos pelo governo federal, ele não é nulo. Mudanças na situação fiscal do país podem afetar a percepção de risco e, consequentemente, o preço dos títulos.

    Conclusão

    O Certificado Financeiro do Tesouro (CFT) é um importante instrumento de financiamento do governo brasileiro. Embora não seja diretamente acessível ao investidor individual, seu papel no mercado financeiro e na gestão da dívida pública é fundamental. Compreender o funcionamento do CFT e sua relação com outros conceitos econômicos é essencial para uma análise completa do cenário financeiro brasileiro.

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